Terra - Agricultura e alterações climáticas

Pavilhão Terra Fértil

É na Terra que vivemos. É a terra que nos alimenta. “Terra – Agricultura e Alterações Climáticas no Alentejo” é o mote da exposição interativa composta por vários tipos de leitura sobre o que está a acontecer ao nosso Planeta e como podemos transformar um problema numa oportunidade de mudança ambientalmente saudável.

A exposição apresenta-se no Pavilhão Terra Fértil através de um túnel retroiluminado onde são projetados, em diversos monitores, noticiários de todo o mundo com imagens sobre ocorrências extremas que já estão a acontecer, incêndios, secas, cheias, granizo, tufões, etc.

“As alterações Climáticas não são uma ameaça. Já estão a acontecer” é a frase que procura mostrar a todos os visitantes que já começou há muito o tempo de mudar atitudes, fazendo desta questão um desafio! Este é um “Problema Global, que exige ação local” é outra máxima usada na exposição onde são explicados os fenómenos que provocam o aquecimento global e alterações climáticas e também o que podemos fazer para as mitigar.

A evolução da humanidade e o que resulta da sua ação é dada a conhecer através de uma linha cronológica que, a acompanhar toda o perímetro expositivo, mostra de uma forma muito simples, a evolução da temperatura do planeta, desde o primeiro degelo. Nas últimas décadas, relacionadas de algum modo com o período pós industrial, a linha cronológica muda de cor, demonstrando uma subida abrupta da temperatura. A leitura desta linha é acompanhada com marcos históricos da civilização, da ciência e das negociações políticas sobre alterações climáticas.

A Terra e a Agricultura são o principal foco desta exposição porque os agricultores são agentes com a dupla responsabilidade de produzir alimentos que cheguem à mesa de todos os cidadãos e a de preservar o meio ambiente em que atuam. E têm de ser competitivos para ombrear em pé de igualdade com os demais agentes num mercado globalizado”. Como podem os homens da terra melhorar o seu desempenho para proteger da melhor forma o seu local de trabalho - o campo?

O agricultor é considerado um guardião da biodiversidade. É esse o seu primeiro objetivo de modo a conseguir tirar partido, nas melhores condições, da sua atividade profissional. E a verdade é que o Alentejo é uma das zonas mais bem preservadas em termos ambientais e de proteção da biodiversidade. É preciso fazer mais e melhor? Sim. Mas os agricultores alentejanos são já um exemplo positivo em termos de eficiência dos fatores de produção, terra e água.

Na exposição vão ser projetadas quatro paisagens alentejanas com Montado, Planície, Regadio e Pecuária. Com recurso a dinâmicas audiovisuais, esta zona da exposição vai conter discursos de agricultores que já sentem os efeitos das alterações climáticas, assim como estas afetam as suas produções, partilhando, ao mesmo tempo, as medidas que tomam para a sua adaptação e mitigação.

Terra

O agricultor é, na sua essência, um agente ativo no combate às alterações climáticas. Vão ser reveladas nesta mostra interativa, as boas práticas usadas pelos homens da terra de modo a proteger o seu ambiente de trabalho e de vida.

No que diz respeito ao Alentejo, em particular, são traçados cenários futuros, tendo por base uma tabela de projeção da temperatura até ano de 2100, acompanhada de pequenas notas explicativas e alertas, como sinalizadores.

A paisagem alentejana é das mais bem preservadas a nível global, e isso é revelado através da apresentação das culturas agrícolas mais representativas. Um mosaico agrícola mostra e a sua “avaliação” no contexto das alterações climáticas, prós e contras, recomendações e boas práticas de adaptação e mitigação, dão a conhecer à opinião pública o que está a ser feito pelos agricultores alentejanos. São revelados exemplos de inovações técnicas e científicas aplicadas na agricultura: energias alternativas, sondas de rega, pastagens biodiversas, etc. E são mostradas algumas curiosidades, como o sobreiro de Mértola, a alteração já verificada na época das colheitas, como é o caso da azeitona.

Esta exposição aborda ainda o Roteiro para a Neutralidade Carbónica, a missão que cabe cumprir para reduzir os efeitos das alterações climáticas evitando assim que se acenda a luz vermelha de alerta máximo. São dados a conhecer as políticas das alterações climáticas, conferências e acordos, com a apresentação de diversos cenários possíveis. E ainda uma linha sem qualquer intervenção.

“Call for Action! O que podemos fazer?” é o chamamento maior para a mudança de comportamentos. Reciclar não chega. É urgente usar a política dos cinco R’s: estar informado, reivindicar políticas e apoios, exemplos de pessoas inspiradoras no combate às alterações climáticas, em que um dos rostos é o da adolescente sueca, Greta Thunberg.

Como esta é uma questão que toca a todos, a todos mesmo e a cada um de nós, a exposição vai ter ainda um espaço infantil, interativo, para jogos e atividades sobre o planeta como um bem precioso a preservar.

A ciência do clima é outra das vertentes da exposição, com a participação de equipasdo CEBAL – Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo, na dinamização de experiências científicas sobre o clima e as suas alterações, através da Ciência Viva.

Num contexto mais recreativo, com mensagens de sensibilização, vai estar um espaço de “Fotobooth” dedicado à interação e redes sociais, com fundos para fotos e vídeos a serem usados e partilhados pelos visitantes sensíveis a estas temáticas.

A exposição tem a missão de sinalizar que a Terra é o nosso mundo, o mundo que temos a responsabilidade de legar saudável aos nossos filhos. O Homem é um ser vivo dotado de inteligência, de sensibilidade, de feitos notáveis. Tem, por isso, a responsabilidade de preservar o bem mais precioso da vida, o seu habitat, a sua casa, a raiz da sua existência.

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