PAVILHÃO DO CANTE, DAS ARTES E DOS OFÍCIOS

O Ser, o Fazer e o Sentir Alentejanos

O Pavilhão do Cante, das Artes e dos Ofícios reúne o ser e o fazer alentejanos. É um espaço de emoções, uma homenagem à terra e a todos os que com o seu engenho fazem arte. Uma Mostra de Artesanato e Ofícios Tradicionais, um mote para a partilha de ecos e sonoridades, mas também de ideias e formas renovadas de viver e sentir o Alentejo.

Um local inclusivo. Um ponto de encontro e de reencontros. Sem preconceitos. Da diversidade do campo e das diferentes expressões da cidade, numa paleta de todas as cores.

É um projeto com um forte cariz cultural, um regresso às raízes que cruza tradição e modernidade, memória e futuro.

MUSEU VIVO DE ARTES E OFÍCIOS TRADICIONAIS

São artesãos e artistas a trabalhar ao vivo. São guardadores de segredos, contadores de histórias, alquimistas, engenhosos e artistas. Da terra fazem arte, da natureza sustento e da memória fazem talento.

O passado mora nos seus corações e o futuro nas suas mãos. Nos nós dos seus dedos e na sensibilidade do seu tato, reside o amor à terra, ao ser e ao fazer alentejanos.

São séculos e séculos de mestria aqui. Um Museu Vivo. A valorização das Artes, a defesa dos Ofícios e o orgulho na Tradição. Um alerta, um desabafo e um grito para os sérios desafios que a sua continuidade enfrenta.

CANTE ALENTEJANO

A mais forte e identitária expressão musical alentejana corre nas veias deste espaço. O cante alentejano e a sonoridade das vozes de Grupos Corais Alentejanos vão marcar o tom, abrir o coração e molhar as gargantas dos visitantes.
Será informal e marcará presença sempre que o homem queira, a alma sinta e a voz permita.

QUANTO TEMPO TEM A TRADIÇÃO

Esta mostra convida-nos a refletir sobre a tradição. Aquela que nos surge em forma de peças artesanais e que encerra técnicas ancestrais do saber-fazer.

O tempo, os ciclos da natureza, a matéria-prima, são basilares no processo construtivo, e ditam a essência e a genuinidade destes objetos que nos acompanham desde a nossa existência.

E o tempo da tradição começa na natureza, nos seus diferentes elementos, animal, vegetal e mineral, no seu estado mais puro. E é neste estado que o saber-fazer tradicional começa até nos apresentar peças trabalhadas por mãos sábias.

Será que quando pegamos num prato de barro, nos damos conta da consistência da terra e deste saber? Quando sentimos a rugosidade polida de um cucharro de cortiça nos questionamos sobre a sua idade? Quantas ovelhas se despiram para vestirmos o nosso casaco de lã? E será que pensamos em quanto vale o tempo de quem dedica o seu tempo para nos preparar estes objetos intemporais?

É esse o desafio que queremos lançar aos visitantes. Que dediquem a sua atenção e cedam um pouco do seu tempo ao olharem para estes objetos. Que os analisem e que voltem a olhar, e a pensar de onde vêm, quem os faz, como o fazem, em quanto tempo os fazem, e como os trazem até nós.

Pois estes objetos só são verdadeiramente valorizados quando lhe dedicamos o nosso tempo e valorizamos o seu tempo e o tempo de quem os faz.

Mostra-te Alentejo

Mostra de Arte Contemporânea de Artistas Bejenses e de Mais Além

Leva-nos mais longe, mostra-nos uma forma contemporânea de viver esta imensa planície.

São olhares, imagens, ilustração, escultura, cerâmica e diferentes expressões de artistas conceituados que têm alargado as fronteiras criativas do Alentejo. São Bejenses e Alentejanos, de alma ou coração.

ENCONTROS IMPROVÁVEIS

Mãos sábias e mentes criativas unem-se para desafiar o saber fazer

Se em tempos era a necessidade que aguçava o engenho, hoje a criatividade e a arte têm um peso indiscutível nos objetos que nos rodeiam.

O Pavilhão do Cante das Artes e dos Ofícios, vai proporcionar encontros entre artesãos e artistas contemporâneos, para um intercâmbio de técnicas, visões, criações e inspirações.

Como ficará o barro trabalhado por um ilustrador? Saberá um escultor dar ao buínho? E a lã trabalhada por um ceramista? O que um ceramista poder, venha descobrir estas e outras parcerias postas à prova durante a 36ª Ovibeja.

Estes ENCONTROS IMPROVÁVEIS vão decorrer durante toda a feira. Vai ser um work in progress cujo resultado será apresentado no último dia da exposição.

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